Tradição nas mesas brasileiras, alimento tem origem nas águas frias da Noruega e curiosidades que vão além do sabor
Presença quase obrigatória nas mesas durante a Páscoa, o bacalhau carrega muito mais do que tradição e sabor. Por trás do prato típico, existe uma história marcada por cultura, comércio internacional e até confusão entre o que é, de fato, o verdadeiro bacalhau.
O Brasil ocupa a posição de segundo maior consumidor mundial do produto, ficando atrás apenas de Portugal, país que ajudou a popularizar o alimento ao longo dos séculos. No entanto, apesar da forte ligação com a culinária portuguesa, o bacalhau não tem origem na Europa do Sul.
Na verdade, o peixe é proveniente das águas frias da Noruega, onde espécies específicas são pescadas e passam por um rigoroso processo de salga e secagem — técnica que garante sua conservação e o sabor característico.
Especialistas alertam, porém, que nem todo peixe salgado vendido no mercado pode ser considerado bacalhau. O nome verdadeiro é reservado a espécies como o Gadus morhua, conhecido como o “bacalhau legítimo”. Outras opções, mais baratas e comuns, são peixes salgados semelhantes, mas de espécies diferentes.
Essa distinção é fundamental para o consumidor, especialmente em períodos como a Páscoa, quando a demanda cresce e os preços variam significativamente.
Além do aspecto gastronômico, o consumo do bacalhau também está ligado a tradições religiosas, especialmente entre os cristãos, que historicamente evitam carne vermelha durante a Semana Santa.
Com história, identidade cultural e presença marcante na culinária, o bacalhau segue como protagonista das celebrações pascais — mas entender sua origem e autenticidade faz toda a diferença na hora de levar o produto à mesa.
Fonte: Acorda Rondônia
Siga nossas redes sociais: acorda_rondonianews

0 Comentários