SUBPROCURADORIA DO MEIO AMBIENTE DO MUNÍCIPIO DE PORTO VELHO EM AÇÃO


 


A Subprocuradoria do Meio Ambiente realizou uma operação de demolição em uma ocupação irregular localizada em Área de Preservação Permanente (APP), na Rua B1, bairro Castanheira, zona Sul de Porto Velho.

 

A ação ocorreu em cumprimento a uma decisão judicial decorrente de processo movido pela própria Procuradoria do Meio Ambiente ainda no ano de 2010. Após o trâmite judicial, a Justiça determinou a demolição do imóvel e a reintegração de posse da área ao município, após ficar comprovado que a construção avançava sobre a borda da calha de um curso d’água, em uma região ambientalmente protegida.

 

O caso tramita sob o processo nº 0018820-61.2012.8.22.0001, na classe Cumprimento de Sentença, perante a 2ª Vara de Fazenda e Saúde Pública de Porto Velho, com última distribuição registrada em 21 de setembro de 2012.

 

Durante o cumprimento da ordem judicial, a Procuradoria do Meio Ambiente contou com o apoio da Secretaria Municipal de Obras e Pavimentação (Seinfra), da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Sema), da Secretaria Municipal de Inclusão e Assistência Social (Semias) e da Polícia Militar do Estado de Rondônia, garantindo suporte operacional, técnico e segurança durante toda a execução da ação.

 

Conforme previsto no artigo 4º do Código Florestal, as Áreas de Preservação Permanente possuem a função ambiental de preservar os recursos hídricos, proteger o solo, conservar a biodiversidade e garantir o equilíbrio ecológico. Construções irregulares em APPs configuram infração ambiental e estão sujeitas às medidas administrativas e judiciais cabíveis.

 

“Não se trata apenas do cumprimento de uma decisão judicial, mas da necessidade de restaurar o equilíbrio ambiental e reforçar que crimes contra o meio ambiente terão as medidas legais devidamente aplicadas”, destacou a gestão municipal.

 

O prefeito Léo Moraes ressaltou que a administração seguirá intensificando a fiscalização ambiental em toda a capital.

 

“Nosso compromisso é garantir o cumprimento da lei, proteger os recursos naturais e preservar áreas essenciais para o equilíbrio ambiental da cidade, assegurando mais qualidade de vida para a população”, declarou.

 

A Prefeitura reforçou que ocupações irregulares em APPs, margens de rios e áreas verdes continuarão sendo alvo de fiscalização e poderão sofrer medidas administrativas e judiciais, conforme prevê a legislação ambiental vigente.


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