
ATLETAS DE RONDÔNIA RELATAM EXCLUSÃO DOS JOGOS DA JUVENTUDE E QUESTIONAM FALHAS NA INSCRIÇÃO E NA SELEÇÃO
Meses de preparação, expectativa de representar Rondônia e a frustração de ficar fora de uma competição nacional. Os relatos da nadadora Isadora Nobre, de Porto Velho, e da corredora Thaila Nayara, de Cerejeiras, levantam questionamentos sobre os procedimentos de inscrição, seleção e comunicação com os participantes dos Jogos da Juventude Caixa 2026, em Foz do Iguaçu (PR).
Embora apresentem circunstâncias diferentes, os dois casos envolvem atletas que afirmam ter se preparado para competir e acabaram sem participar. Familiares e atletas cobram explicações sobre as decisões e possíveis falhas administrativas.
TRÊS MEDALHAS DE OURO E INSCRIÇÃO NÃO CONCLUÍDA
Isadora Nobre conquistou três medalhas de ouro nos Jogos Escolares de Rondônia (Joer), nas provas de 50 metros livre, 50 metros costas e 100 metros costas. Segundo a família, ela foi convocada para representar o estado na competição nacional.
Conforme reportagem do Rondônia ao Vivo, a nadadora mantinha uma rotina de aproximadamente 18 horas semanais de treinamento, de segunda-feira a sábado.
A mãe, Cristina Nobre, relatou que a família aguardava orientações sobre a documentação e a inclusão da filha no grupo de comunicação dos convocados. No entanto, segundo ela, o prazo terminou sem que a inscrição fosse efetivada.
Cristina afirma que recebeu posteriormente, por mensagens de áudio, a informação de que a ficha da nadadora teria sido perdida. O treinador também questionou a comunicação entre os setores responsáveis e a conferência dos documentos.
A família afirma ter formalizado uma denúncia ao Ministério Público de Rondônia (MPRO). Nas redes sociais, Isadora lamentou a perda da oportunidade após meses de dedicação.
UNIFORME ENTREGUE, MAS PARTICIPAÇÃO NÃO OCORREU
Em Cerejeiras, Thaila Nayara relatou ao Extra de Rondônia que já havia realizado exames médicos, entregue a documentação e recebido o uniforme quando soube que não disputaria os Jogos.
A atleta contou que ficou em segundo lugar nos 3.000 metros nas etapas regional e estadual e acreditava que seu índice permitia a participação no nacional. Segundo ela, pessoas envolvidas na preparação haviam informado que sua presença estava confirmada.
Thaila afirma que percebeu ter sido retirada do grupo de comunicação da competição e procurou os responsáveis. A justificativa recebida, conforme seu relato, foi de que outra pessoa havia alcançado um índice melhor e ficado com a vaga.
A jovem, porém, diz que não recebeu o nome dessa pessoa nem a marca utilizada para fundamentar a decisão. Ela questiona a falta de informações e suspeita de uma possível falha administrativa, hipótese que ainda precisa ser esclarecida.
Além da preparação esportiva, havia uma expectativa pessoal: segundo Thaila, a competição coincidiria com seu aniversário. A notícia de que não participaria foi recebida com choro e frustração.
COBRANÇA POR ESCLARECIMENTOS
Os relatos apresentam diferenças: no caso de Isadora, a família denuncia que a inscrição não foi concluída; no de Thaila, a atleta questiona os critérios e a comunicação sobre sua retirada da equipe.
As reportagens também mencionam Julia Freitas Vieira, de Vilhena, que afirmou ter ficado fora da competição após um problema relacionado à inscrição. Ainda não há elementos suficientes no material apresentado para concluir que os episódios tiveram a mesma causa.
Os textos usados como base não apresentam manifestação oficial da Secretaria de Estado da Educação de Rondônia (Seduc-RO) sobre os dois casos detalhados nesta matéria. Permanecem pendentes esclarecimentos sobre a documentação de Isadora, os critérios aplicados à seleção de Thaila e a comunicação com as atletas.
O espaço permanece aberto para o posicionamento da secretaria.
O que precisa mudar para que os jovens atletas tenham informações claras e segurança durante a preparação para representar Rondônia?
Siga o Acorda Rondônia e acompanhe mais informações.
0 Comentários